A arte tem sido, tradicionalmente, uma parte importante nos
programas da chamada primeira infância. O pedagogo alemão Friedrich Fröebel,
considerado o “pai” do jardim de infância, foi o primeiro educador a
enfatizar a importância do brinquedo e da atividade lúdica. Ele também
disseminou o conceito de que as crianças deveriam criar as próprias expressões
artísticas e apreciar a arte criada por outros.
A arte e seus elementos estão presentes no dia-a-dia desses
“pequenos” como, por exemplo, nas cores e figuras de uma parede, em um quadro,
nas ruas, em casa, nos brinquedos, etc. As artes têm o poder de conduzir essas
crianças a conhecerem suas limitações, dificuldades e possibilidades de
desenvolver, explorar e conhecer suas reais potencialidades.
Nós, educadores, temos sempre que utilizar os recursos
disponíveis – e imaginar outros – para que a arte na escola não fique reduzida
às atividades de coordenação motora, decorativa e/ou um mero passatempo.
Gostaríamos de ressaltar que as artes fazem parte do cotidiano
das crianças, e, quando bem empregadas, auxiliam no seu processo de
ensino-aprendizagem. Apoio a práticas pedagógicas e agregar valores à educação
são outros pontos que destacamos nesta caminhada educacional para que os nossos
“pequenos” se reconheçam como construtores e participantes dos seus próprios
saberes e suas próprias aprendizagens tão importantes na formação de cada ser
humano.
A
arte é muito mais do que um momento para relaxar e pintar. A arte nos traz uma
riqueza enorme, por meio de seu estudo podemos aprender todas as outras
matérias. Contextualizar (quem pintou, quando, por que, o que queria dizer...) e
fazer (criar).